Quando apresentar oposição?
A oposição deve ser ponderada quando o requerido não reconhece a dívida, já pagou, discorda dos valores, invoca prescrição ou entende que o credor não cumpriu o contrato.
Não basta discordar verbalmente. A defesa deve ser apresentada pela forma e no prazo adequados.
Prazo e notificação
O prazo consta da notificação e deve ser contado com rigor. Guarde o envelope e os documentos.
Uma negociação com o credor não suspende automaticamente o prazo.
Fundamentos frequentes
Pagamento, prescrição, inexistência de contrato, serviço não prestado, defeitos, juros indevidos, valor errado e identificação incorreta são fundamentos frequentes.
A estratégia depende da prova e do regime jurídico aplicável.
Documentos
Devem ser reunidos contrato, faturas, recibos, extratos, emails, mensagens, reclamações, cancelamentos e notas de crédito.
Os documentos devem ser organizados por data e relacionados com os factos alegados.
Depois da oposição
O procedimento pode ser remetido ao tribunal, onde poderão ser exigidas taxa de justiça, prova e participação em audiência.
A oposição é o início da defesa, não necessariamente o fim do processo.
Como preparar uma oposição útil e coerente
Uma boa oposição começa por separar três questões: o que aconteceu, o que está documentado e o que é juridicamente contestável. É frequente existirem várias faturas, pagamentos parciais, notas de crédito, reclamações ou alterações ao contrato. Esses elementos devem ser organizados por ordem cronológica para que a defesa seja compreensível.
Quando apenas parte do valor é discutida, convém distinguir o montante reconhecido do montante contestado e explicar a razão da diferença. Se o problema estiver nos juros, deve verificar-se o vencimento, a taxa utilizada e a natureza da relação contratual. Se estiver na própria dívida, a análise centra-se na formação do contrato, cumprimento, entrega de bens ou prestação do serviço.
A prova deve acompanhar a versão dos factos
Extratos bancários, recibos, emails, mensagens, orçamentos aceites, guias de transporte, relatórios de intervenção, fotografias, reclamações e notas de crédito podem ser decisivos. O valor de cada documento depende do caso concreto, mas uma defesa documentalmente organizada reduz ambiguidades e permite perceber rapidamente quais os factos que poderão ser demonstrados.
Também é importante conservar a própria notificação da injunção e os elementos que permitam apurar a data em que foi recebida. A questão do prazo não deve ser tratada por estimativa. Quando exista dúvida, a notificação deve ser analisada antes de se assumir que ainda é possível reagir.
Guias relacionados
Consulte também estes conteúdos para compreender as fases, os riscos e os meios de defesa associados à injunção.
Perguntas frequentes
Preciso de advogado?
A obrigatoriedade depende do valor e da fase, mas o apoio jurídico pode ser importante.
Posso opor-me apenas aos juros?
Sim, delimitando claramente o que reconhece e o que contesta.
A oposição impede a fórmula executória?
Em regra, impede a aposição automática nessa fase.
Posso juntar documentos?
Sim, de acordo com as regras e a estratégia do processo.
O que acontece depois?
O litígio pode seguir para tribunal.
Precisa de analisar uma injunção?
Envie a notificação, indique a data de receção e junte contratos, faturas, pagamentos e comunicações relevantes.
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